Direitos Autorais

Não reproduza textos, fotos e vídeos deste blog sem autorização da autora.
Mesmo com autorização, se utilizar algum conteúdo, mencione a fonte
e a autoria. Lei 9.610/98.

Translate

terça-feira, 15 de março de 2011

Ernesto Zwarg nos livrou de uma
usina nuclear em Peruíbe

A ameaça nuclear no Japão, em consequência do terremoto e do tsunami que atingiram o país na semana passada, me faz lembrar mais uma vez do ecologista Ernesto Zwarg.
Em 4 de janeiro de 2010, escrevi sobre ele aqui  neste blog. Na ocasião, a usina nuclear de Angra dos Reis estava sob risco devido a deslizamentos de encostas que causaram soterramentos, mortes e a interdição da BR 101, principal rota de fuga em caso de acidente atômico.
Dei graças aos céus pelo fato de Zwarg ser um defensor da área da Jureia e do meio ambiente em geral. Idealista ao extremo, ele não se intimidou perante a ditadura militar e denunciou a intenção do Governo Federal de construir uma usina nuclear em Peruíbe, justamente na área de preservação.
Hoje, diante do drama que os japoneses enfrentam, continuo agradecendo a Ernesto Zwarg, paulistano de origem alemã que morava em Itanhaém e morreu em agosto de 2009.
Ele mobilizou autoridades brasileiras e internacionais contra a instalação da usina em Peruíbe. O governo acabou abrindo mão de seu plano.
Zwarg nos protegeu. Nossa dívida para com sua memória tem de ser eterna.

Acesse o site em homenagem a Ernesto Zwarg aqui .
Saiba mais sobre a tragédia no Japão, clicando aqui .

2 comentários:

DIRCEU CATECK disse...

Obrigado, Lídia, por essa informação. Desconhecia completamente que a Baixada Santista esteve prestes a hospedar uma usina nuclear.
Apesar dos governos defenderem a importância da energia nuclear, os acidentes ao longo da história ceifaram milhares de vidas e causaram estragos irreparáveis.

Paulo Mota disse...

Por diversas vezes entrevistei o Zwarg na época em que, como repórter da Tribuna, era responsável pela coberura do Litoral Sul ( de PG a Peruibe).Confesso que,na época, sem a devida perspectiva histórica ( e também porque eu era mais bobo do que sou hoje),eu o achava meio exagerado em sua luta ambientalista. Sua lembrança dele, neste momento em que, mais do que nunca, as usinas nucleares são questionadas, é bastante oportuna.