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sábado, 1 de julho de 2017

Jornal Cidade de Santos: 50 anos hoje

Hoje, completam-se 50 anos do lançamento do jornal Cidade de Santos, da empresa Folha da Manhã ou Grupo Folhas. O diário circulou por 20 anos, de 1.º de julho de 1967 a 15 de setembro de 1987.
Quando o Cidade surgiu em Santos, eu ainda era criança. Quando cresci e me formei em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, depois de ter também feito Letras, foi lá na Redação do Cidade de Santos que iniciei minha carreira de jornalista, em 2 de janeiro de 1986. 

Quem estava no comando era o editor-chefe Gabriel Tranjan. Por um ano e nove meses, atuei como repórter e copidesque. Depois o jornal encerrou as atividades e eu fui trabalhar no jornal concorrente, A Tribuna, com passagem concomitante de cinco anos pela revista Nova Escola, da Fundação Victor Civita, do Grupo Abril. Por 23 anos, de 1988 a 2011, em A Tribuna, exerci as funções de repórter, subeditora e editora.
No ano passado, orientei o 
TCC (trabalho de conclusão de curso) de uma aluna do curso de Jornalismo sobre a história do Cidade de Santos.
Em 15 de setembro de 2007, em meu antigo blog, escrevi um texto, ilustrado por fotos, relatando um pouco das minhas lembranças sobre esse jornal que não sai da memória dos santistasReproduzo abaixo, porque todas as informações continuam valendo. 

Hoje (15/9/2007), faz 20 anos que o Cidade de Santos parou de circular. A imagem acima reproduz a primeira página da última edição em 15 de setembro de 1987. À esquerda, foi publicado um comunicado dirigido aos leitores sobre o encerramento das atividades. O editor-chefe era José Alberto  Moraes Alves Blandy. 
Fundado pelo Grupo Folhas em 1967, quando eu ainda era criança, o Cidade de Santos foi o jornal em que iniciei minha carreira como jornalista. Comecei a trabalhar na redação situada na Rua do Comércio, 32, esquina com a XV de Novembro, no Centro, em 2 de janeiro de 1986. O editor-chefe era Gabriel Tranjan, um excelente profissional. Fiquei até o fatídico 15 de setembro de 1987, quando a edição circulou com 14 páginas, divididas em dois cadernos. Na última, o título era bastante sugestivo: ''Esta cidade está abandonada. É o fim''.


Guardo comigo quase todas as matérias que produzi no Cidade de Santos. A da reclamação contra um laticínio foi a primeira, feita em 2 de janeiro de 1986, com o repórter-fotográfico Adalberto Marques, e publicada no dia seguinte.
No dia 3 de janeiro de 1986, fiz uma matéria na Sabesp sobre falta de água. O superintendente era o Maurílio Mariano, irmão do ex-prefeito de Guarujá, Maurici Mariano. Foi a manchete do jornal do dia 4 de janeiro de 1986. A foto era do repórter-fotográfico Ademir Barbosa, falecido há cerca de dois anos.

Em fevereiro de 1986, elaborei o caderno de Carnaval.
Tenho também um álbum que o jornal lançou em maio de 1968, para que a garotada colasse figurinhas de personalidades santistas, que eram publicadas em suas páginas.
Quando o jornal fechou, a regional santista do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo emitiu nota de repúdio, que foi distribuída à população.
A notícia foi publicada no Jornal da Tarde e em outros periódicos.
Entre tantas reportagens que fiz, gostei muito de ter relembrado, em fevereiro de 1986, a circulação do último bonde em Santos 15 anos antes (matéria especial de página inteira) e de ter entrevistado o bailarino de fama internacional que morava na Rua Floriano Peixoto, em Santos, Décio Stuart.



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